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  • Agentic Commerce 2026: como a IA já compra por você

    2026 está sendo lembrado como o ano em que a inteligência artificial deixou de apenas sugerir compras e começou a fazê-las por conta própria. Esse fenômeno, chamado de agentic commerce, já é realidade no bolso do consumidor brasileiro e representa uma virada tão grande quanto o surgimento do e-commerce nos anos 2000. Aqui na Cê Adapta, acompanhamos de perto essas mudanças para ajudar negócios de Piracicaba e região a não ficarem para trás quando o comprador deixa de ser só humano e passa a incluir também assistentes de IA agindo em nome dele.

    Segundo dados da Kantar citados em artigo publicado pelo E-Commerce Brasil em fevereiro de 2026, 24% dos usuários de inteligência artificial já utilizam algum tipo de assistente de compras autônomo. Esse número deve crescer de forma exponencial com a popularização de ferramentas como o Operator, da OpenAI, e assistentes nativos criados pelos próprios varejistas. Na prática, isso significa que uma parcela relevante das decisões de compra já não passa mais por um clique humano em um anúncio, um banner ou uma vitrine digital tradicional.

    O que é agentic commerce e por que isso importa agora

    Agentic commerce é o nome dado ao processo em que um agente de inteligência artificial pesquisa produtos, compara preços, avalia avaliações de outros consumidores e finaliza a compra, tudo isso a partir de um comando simples dado por uma pessoa. Em vez de o consumidor abrir cinco abas para comparar preços de um produto, ele simplesmente pede para o assistente de IA encontrar a melhor opção e comprar. O agente faz o trabalho pesado.

    Para quem tem negócio local, isso muda completamente a lógica de disputa por atenção. Não basta mais aparecer bonito para o olho humano, é preciso que a estrutura de dados do seu produto ou serviço seja compreensível e atraente também para máquinas que leem, comparam e decidem em frações de segundo.

    Os números que mostram a virada de 2026

    O crescimento do agentic commerce está diretamente conectado à explosão do retail media, que é o uso de espaços publicitários dentro dos próprios ambientes de varejo, físicos ou digitais. De acordo com a WARC, o mercado global de retail media deve alcançar 200 bilhões de dólares em 2026, e a eMarketer aponta que a América Latina está crescendo ao dobro da média mundial nesse setor. Já existem mais de 200 Retail Media Networks operando globalmente, o que tem gerado um problema real de fragmentação de métricas e dificuldade de atribuição de resultados entre diferentes plataformas.

    Indicador Mídia digital tradicional Retail Media Networks
    Performance geral de campanha Referência base 1,8 vez superior
    Intenção de compra gerada Referência base Até 3 vezes melhor
    Uplift de vendas (DOOH isolado) Não aplicável 4% acima do grupo de controle
    Uplift de vendas (DOOH + programática) Não aplicável 5% acima do grupo de controle

    Esses dados, levantados pela Kantar e por ativações do ecossistema GPA, mostram algo importante: campanhas que combinam múltiplos canais, como mídia física e programática, entregam resultados consistentemente superiores àquelas isoladas. Isso vale tanto para o consumidor humano quanto, cada vez mais, para os agentes de IA que também levam em conta sinais de presença de marca em diferentes pontos de contato antes de decidir uma recomendação.

    O que muda na relação entre marcas e consumidores não humanos

    GEO, a nova fronteira da otimização

    Se o SEO nasceu para fazer sites aparecerem bem no Google, o GEO, ou Generative Engine Optimization, nasceu para fazer marcas serem entendidas e recomendadas por modelos de linguagem e agentes de IA. Isso envolve estruturar informações de produto de forma clara, ter conteúdo bem descrito, avaliações confiáveis e dados técnicos organizados, tudo aquilo que um agente de IA precisa ler rapidamente para decidir se recomenda ou não sua marca ao consumidor final.

    Retail media e a consolidação do mercado

    Com mais de 200 redes de retail media disputando espaço, 2026 deve trazer uma consolidação natural do setor. Redes de médio porte, que não conseguem escala nem tecnologia de dados robusta, correm risco real de perder relevância frente às grandes plataformas. Para pequenos e médios negócios, isso reforça a importância de escolher bem onde investir a verba de mídia, priorizando parceiros que realmente entregam dados confiáveis e integrados.

    Como se preparar operacionalmente

    Clean rooms como motores de ativação

    As chamadas clean rooms, ambientes seguros de compartilhamento de dados entre marcas e varejistas, estão deixando de ser apenas ferramentas de pesquisa e análise para se tornarem verdadeiros motores de ativação. Na prática, isso significa que marcas e varejistas conseguem cruzar dados de forma segura para personalizar campanhas em tempo real, algo essencial quando parte da audiência já é composta por agentes de IA tomando decisões automatizadas.

    Incrementalidade acima do ROAS de curto prazo

    Outra virada importante de 2026 é a métrica que passa a guiar decisões de investimento. A incrementalidade, ou seja, o quanto uma ação de marketing realmente gerou de resultado adicional que não aconteceria de outra forma, ganha protagonismo em relação ao ROAS de curto prazo e à atribuição de último clique. Isso exige mais maturidade analítica, mas também traz decisões mais honestas sobre o que de fato funciona.

    Formatos full-funnel, que combinam CTV, mídia programática off-site e vídeo integrado, também amadurecem como alternativa legítima à mídia de marca tradicional, ajudando negócios a construir presença consistente em toda a jornada, inclusive nos pontos que futuramente podem ser lidos por agentes de IA.

    O cenário de 2026 deixa claro que vender não é mais uma conversa só entre marca e humano. Envolve também conversar com sistemas que pesquisam, comparam e decidem por conta própria. Quem entender essa mudança agora, organizando dados, escolhendo bem os canais de retail media e acompanhando métricas de incrementalidade, sai na frente da concorrência local. É exatamente esse tipo de preparação estratégica que faz a diferença entre acompanhar a tendência ou ser surpreendido por ela.

    Vamos conversar

    Se sua empresa em Piracicaba ou região quer entender como o agentic commerce e as novas regras do retail media impactam suas vendas, vale conversar com quem já está de olho nessas mudanças no dia a dia. A Cê Adapta oferece um diagnóstico gratuito para mapear como seu negócio pode se preparar, desde a estrutura de dados até a estratégia de tráfego pago. Vamos conversar e descobrir juntos o próximo passo?


    Cê Adapta – Agência de Marketing e Tráfego Pago em Piracicaba e Região.